Trilhas mapeadas com QR Code agilizam resgates do Corpo de Bombeiros na Serra do Mar

Iniciativa pioneira sinaliza caminhos com placas e códigos interativos para orientar aventureiros e garantir socorro rápido em áreas de difícil acesso (Divulgação)
Para agilizar buscas e resgates de pessoas perdidas em trilhas e áreas de mata, o Corpo de Bombeiros tem catalogado e identificado trilhas da Serra do Mar com placas de sinalização e QR Codes. Com isso, as equipes têm pontos de referência precisos, reduzindo o tempo de localização das vítimas e facilitando o trabalho de resgate.

As trilhas recebem numeração e identificação ao longo do percurso, como Trilha 1, Trilha 2, Trilha 3, entre outras. Em caso de emergência, se a pessoa conseguir informar em qual trilha está, os bombeiros passam a ter um ponto de referência exato, o que facilita o acesso das equipes terrestres e aéreas ao local da vítima.
Segundo o Corpo de Bombeiros, há trilhas catalogadas em diferentes áreas, com maior concentração na Serra do Mar, além de algumas na região da Serra dos Marins, onde fica o Pico dos Marins. A catalogação é realizada pelas unidades que atuam nessas áreas e tem como principal objetivo auxiliar na localização de pessoas perdidas durante as atividades.
“A iniciativa existe, mas ainda não é padronizada em todo o estado”, contou o capitão Fábio Spacassassi. A expansão do projeto depende da demanda operacional e da atuação das unidades responsáveis por cada região. Em áreas como Itanhaém, por exemplo, há trilhas que ainda estão em processo de catalogação pelas equipes de resgate, de acordo com as necessidades identificadas no dia a dia.
Orientações em caso de perda na trilha
A principal recomendação das equipes de resgate é que a pessoa não saia da trilha. Ao perceber que está perdida, a orientação é permanecer parada, já que quem se desloca sem referência pode andar em círculos e perder a noção de direção em áreas de mata fechada.
Sempre que possível, a pessoa deve buscar um ponto próximo como referência para o resgate, como cachoeiras, antenas de telefonia ou placas de identificação já conhecidas pelas equipes. A tentativa de comunicação deve ser feita pelo telefone 193, dos bombeiros.
Também é fundamental que, antes de iniciar a trilha, o trilheiro informe a amigos ou familiares que não participarão da atividade o local, o horário de partida e o horário previsto de chegada. Essas informações facilitam as buscas e permitem que as equipes saibam qual foi o ponto inicial do percurso. A orientação é clara: “Siga o plano e o cronograma”, reforçou o bombeiros.
Itens essenciais para situações de risco
Para aumentar as chances de sobrevivência em situações de risco, os bombeiros orientam que os trilheiros levem itens básicos de segurança, como:
* Mochila impermeável, para evitar que a água molhe itens essenciais;
* Potes impermeáveis para armazenar materiais como algodão;
* Pederneira, que funciona mesmo molhada e facilita a produção de fogo;
* Lanternas e power bank para recarga de celular ou equipamentos de iluminação;
* Potabilizador de água, geralmente em comprimidos;
* Kit de primeiros socorros;
* Roupas com cores chamativas, que facilitam a localização pelas equipes aéreas.
“A catalogação das trilhas, aliada ao planejamento e ao uso de equipamentos adequados, é uma ferramenta fundamental para tornar as trilhas mais seguras e os resgates mais rápidos e eficientes”, completou Fábio Spacassassi.



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