Caso Ruy Ferraz: Operação da Polícia Civil prende articuladores do crime
- Fau Barbosa
- há 16 minutos
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Entre os detidos está o integrante de uma facção criminosa apontado como um dos líderes da execução; investigação revela que suspeitos foram presos pelo próprio ex-delegado há 20 anos
A Polícia Civil de São Paulo deflagrou, nesta terça-feira (13), uma operação decisiva para elucidar a morte do ex-delegado-geral Ruy Ferraz, assassinado em setembro de 2025. A ação resultou na prisão de três homens em diferentes pontos do estado: na capital paulista, em Jundiaí e em Mongaguá.
A ação contou com apoio do Departamento Estadual de Investigações Criminais (Deic) e do Departamento de Polícia Judiciária do Interior (Deinter) 6, da Baixada Santista.
O secretário da Segurança Pública, Osvaldo Nico Gonçalves, destacou que a operação atinge o "topo do comando" da organização criminosa envolvida. Segundo as investigações, o crime teria sido uma retaliação histórica, já que os detidos são assaltantes de banco que foram presos pelo próprio Ruy Ferraz no ano de 2005.
“Desde a morte do ex-delegado, as equipes da Polícia Civil trabalham incansavelmente para prender todos os envolvidos nesse assassinato. Não vamos desistir enquanto não acharmos o mandante desse crime. Os cinco alvos de hoje fazem parte do topo do comando, o que nos leva a crer que estamos muito próximos de fecharmos esse quebra cabeça”, disse o secretário da Segurança Pública, Osvaldo Nico Gonçalves.
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Vingança e Crime Organizado
A principal linha de investigação do Departamento de Homicídios e Proteção à Pessoa (DHPP) é de que o ex-delegado foi executado devido ao seu histórico rigoroso no combate ao crime organizado.
Os presos possuem mais de duas décadas de atuação em crimes de assalto a banco, tráfico de drogas e lavagem de dinheiro.
“Todos eles pertencem a uma facção criminosa. Já temos a logística do crime e da execução mapeadas, e estamos muito perto de chegar em quem ordenou a morte”, afirmou a delegada Ivalda Aleixo, diretora do DHPP.
Detalhes da Operação e Prisões
A ofensiva contou com o apoio do Deic e do Deinter 6. Ao todo, foram cumpridos 13 mandados de busca e apreensão. Dos cinco mandados de prisão expedidos, três foram cumpridos:
Interlagos (Capital): Preso o suspeito de fornecer apoio estratégico e logístico.
Jundiaí: Detido um dos líderes da organização, apontado como o principal articulador da execução.
Mongaguá: Localizado o responsável pelo apoio operacional e manutenção da fuga dos envolvidos.
Dois alvos permanecem foragidos, sendo que um deles teria deixado o país logo após o crime ocorrido na Praia Grande.

Próximos Passos da Investigação
Mesmo com as novas prisões, a Polícia Civil reforça que o caso ainda não está encerrado. O próximo passo envolve a análise técnica de documentos e celulares apreendidos nesta terça-feira, além da colheita dos depoimentos dos novos detidos.
Na primeira fase da apuração, dez pessoas já haviam sido presas, com o indiciamento de 13 suspeitos. Com os novos desdobramentos, a polícia acredita estar na "última peça" do quebra-cabeça para identificar o mandante final da execução que chocou a cúpula da segurança paulista.
“Agora está faltando a última peça, de quem foi a pessoa que colocou esse mecanismo todo para funcionar. Nós já temos a logística do crime e da execução, e estamos muito perto de chegar de quem ordenou a execução”, disse o diretor do Departamento Estadual de Investigações Criminais - Deic, Ronaldo Sayeg.



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