DEIC apreende R$ 1,5 milhão em ouro e joias em operação contra rede de receptação em SP
- Fau Barbosa
- há 10 minutos
- 2 min de leitura

Segunda fase da Operação Ouro Reverso desarticula esquema que comprava e derretia alianças roubadas; quatro mandados de prisão foram expedidos
Policiais civis do Departamento Estadual de Investigações Criminais (DEIC) apreenderam mais de R$ 1,5 milhão em joias e ouro durante a segunda fase da Operação Ouro Reverso, deflagrada na segunda-feira (24). A ofensiva teve como foco desmantelar uma estrutura criminosa especializada na recepção, negociação e derretimento de metais preciosos roubados, com ênfase em alianças de ouro.
Além das joias e das barras do metal precioso, as equipes apreenderam R$ 6 mil em espécie e uma pistola Glock calibre .380. A ação foi coordenada por agentes da 3ª Delegacia de Investigações sobre Fraudes Financeiras e Econômicas (3ª DIG), do DEIC, que cumpriram 28 mandados de busca e apreensão e quatro mandados de prisão temporária nas cidades de São Paulo e Guarulhos.

Entre os locais vistoriados pelos investigadores esteve uma área do centro paulistano identificada na apuração como "círculo de fogo". O local centralizava empresas de fachada e receptadores responsáveis por adquirir o material de proveniência ilícita, realizando o processamento químico e o derretimento do ouro para reintroduzi-lo no mercado legal.

A investida contou com o apoio técnico de auditores fiscais da Secretaria da Fazenda e Planejamento do Estado de São Paulo (Sefaz-SP) e de peritos avaliadores da Caixa Econômica Federal, que atuaram na autenticação, pesagem e valoração dos materiais apreendidos.
Em relação aos alvos dos mandados judiciais, dois dos investigados já se encontravam reclusos no sistema penitenciário e foram notificados de novos indiciamentos. Os outros dois alvos não foram localizados durante as diligências e passam a ser considerados foragidos pela Justiça.

Desdobramento das investigações
A Operação Ouro Reverso é fruto de um trabalho contínuo iniciado em maio de 2025, quando a primeira fase capturou um dos principais operadores logísticos do comércio de ouro ilícito na capital. O avanço das análises revelou a participação de uma mulher que prestava suporte direto às quadrilhas especializadas em roubos de rua e invasões residenciais, facilitando o escoamento rápido das peças.
Segundo o secretário da Segurança Pública, Osvaldo Nico Gonçalves, o foco no elo financeiro do crime é primordial para enfraquecer a atuação das elites receptadoras.
“Quem rouba uma aliança coloca uma família no prejuízo. Quem compra essa aliança alimenta o crime e faz com que o roubo continue acontecendo. É por isso que nossa polícia vai atrás de toda a cadeia: de quem subtrai, de quem recebe e de quem transforma o produto do crime em dinheiro”, destacou o secretário.



Comentários