Linha 22-Marrom do Metrô deve custar R$ 28 bilhões e tem previsão de entrega para 2036
- Fau Barbosa
- há 7 horas
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Estudo de Impacto Ambiental detalha cronograma da linha que ligará Cotia à capital; obras efetivas devem começar em 2030 após fase de desapropriações (Imagem: Metrô de SP)
O projeto da Linha 22-Marrom do Metrô, que promete revolucionar a mobilidade entre Cotia e São Paulo, teve novos detalhes financeiros e operacionais revelados pelo Estudo de Impacto Ambiental (EIA) da Companhia do Metropolitano.
Segundo o site Via Trólebus, o investimento total estimado para tirar o ramal do papel é de R$ 28,383 bilhões, sendo que a maior parte (R$ 26,58 bilhões) será destinada às obras civis e R$ 1,79 bilhão para as desapropriações. Os dados constam no Estudo de Impacto Ambiental (EIA) do empreendimento, que detalha a viabilidade financeira e o cronograma de execução da nova linha que promete conectar a capital paulista à região de Cotia.
Cronograma de Longo Prazo
Para quem aguarda ansiosamente pelo alívio no trânsito da Rodovia Raposo Tavares, o documento aponta um horizonte de execução de mais de uma década. As etapas de licenças e anteprojetos seguem até o final de 2026.
De acordo com as informações publicadas pelo Via Trólebus, o estudo da Companhia do Metropolitano de São Paulo projeta um horizonte de execução que se estende por mais de uma década. A fase de implantação propriamente dita, que representa o início efetivo das obras de trilhos e estações, têm previsão de início apenas para 2030, com a conclusão estimada para 2036. Entre 2026 e 2032, o foco do Metrô será o desenvolvimento do projeto básico e o complexo processo de desapropriações, que deve ganhar força a partir de 2029.
Integração estratégica
Um dos pontos centrais desse investimento bilionário é a Estação Faria Lima, que será a terceira parada do novo ramal e terá um papel estratégico de integração com a Linha 4-Amarela.
A nova parada será profunda, atingindo 40,5 metros abaixo do solo. Conforme o edital do projeto básico, a construção utilizará um poço lateral de 35 metros de diâmetro e valas a céu aberto (VCA) com paredes diafragma para mitigar impactos em prédios vizinhos e no lençol freático. Os túneis de conexão e de plataforma serão escavados pelo método NATM (túnel mineiro), passando por baixo da atual Linha 4-Amarela com uma sobreposição de segurança.

Pela imagem abaixo, a integração se dará por meio de um túnel de ligação com a área dos bloqueios:

Segundo o edital do projeto básico da Linha 22-Marrom, a estação foi projetada para receber um fluxo diário de 81.106 passageiros, dos quais a grande maioria (71.488) virá da transferência entre as linhas. Isso exigirá reformas na atual estação da Linha 4, como a instalação de escadas mais largas e ampliação do mezanino.
Urbanismo e Preservação
Mesmo com o alto investimento, o Metrô busca mitigar impactos urbanos. No Largo da Batata, o corpo principal da estação será construído em uma quadra adjacente, preservando as árvores plantadas pela comunidade e a fachada da Igreja de Nossa Senhora do Montserrat.
Nas áreas desapropriadas, o projeto prevê "fachadas ativas", incentivando a instalação de lojas voltadas para a rua para manter a vitalidade da região.
Com informações do Via Trólebus



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