Metrô define consórcio vencedor do Lote 2 do projeto básico da Linha 22-Marrom

Disputa acirrada definiu o grupo responsável pelos estudos do trecho entre a Reserva Raposo e Sumaré; andamento ocorre em meio à mobilização regional pelas audiências públicas (Divulgação: Metrô)
O Metrô de São Paulo deu mais um passo no trâmite de planejamento da Linha 22-Marrom ao declarar o Consórcio Sener-Setec-Systra-Egis-Tylin como o vencedor do Lote 2 do projeto básico. O grupo apresentou uma proposta ajustada de R$ 75,5 milhões para desenvolver os estudos do trecho que ligará a Reserva Raposo até a Estação Sumaré, passando por Osasco e pela Zona Oeste da capital.
A definição foi marcada por uma disputa extremamente apertada. O consórcio vencedor alcançou 862,14 pontos, superando por apenas 1,51 ponto o segundo colocado, o Consórcio MNEPI 22 (que havia cotado R$ 68,67 milhões). Como o critério de julgamento combina técnica (peso 70%) e preço (peso 30%), a superioridade técnica do grupo vencedor compensou a diferença financeira na proposta. A oferta ficou cerca de 8% abaixo do orçamento teto estimado pelo Metrô, fixado em R$ 82,12 milhões.
O escopo e os próximos passos
O projeto básico do Lote 2 compreende o detalhamento de estações, poços de ventilação, pátios e sistemas operacionais de grande parte do traçado que desemboca em São Paulo. Em paralelo, o Lote 1 — que abrange o trecho entre Cotia e a Reserva Raposo — também segue em andamento nos trâmites de análise de propostas pelo Metrô.
Apesar da escolha do consórcio, o resultado ainda está sujeito a prazos para eventuais recursos administrativos de concorrentes antes da homologação final e assinatura do contrato.
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A Linha 22 e o debate em Cotia
O avanço do projeto ocorre em um momento de intensa mobilização na Região Metropolitana, especialmente em Cotia.
O Conselho Estadual do Meio Ambiente (CONSEMA) agendou para dezembro uma série de audiências públicas para debater o EIA/RIMA da linha, incluindo a sessão marcada para o dia 2 de dezembro em Cotia. Moradores, lideranças e entidades cobram que a implantação da Fase I ocorra de forma integral — contemplando as estações até Cotia-km 26 e as desapropriações necessárias —, para aliviar o gargalo histórico de tráfego na Rodovia Raposo Tavares.
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A DUP atual encerra-se na Reserva Raposo. Com isso, ficaram de fora cinco estações essenciais da própria Fase I (Cohab Raposo, Santa Maria, Granja Viana, São George e Cotia-km 26) e o canteiro de obras do Parque Alexandra, indispensável para a operação das tuneladoras.
Nenhum ato oficial de desapropriação foi realizado para Osasco ou Cotia, gerando o temor de que a chegada do metrô na região seja severamente adiada, deixando o trecho mais crítico da Rodovia Raposo Tavares sem solução.
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Com informações do Metrô/CPTM




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