Saúde financeira: Saiba como checar dados oficiais do seu banco e identificar fake news
- Fau Barbosa
- há 1 dia
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Com a recente liquidação de instituições pelo Banco Central, circulam rumores que podem confundir o investidor; aprenda a usar ferramentas públicas para proteger seu patrimônio (Imagem: Valter Campanato/Agência Brasil)
Saber identificar informações falsas é fundamental para proteger o seu dinheiro. Desde o fim de 2025, com a liquidação de algumas instituições financeiras pelo Banco Central, notícias e rumores sobre a saúde de bancos passaram a circular com mais frequência. Para o consumidor, saber diferenciar alertas reais de fake news é essencial para tomar decisões seguras.
Existem ferramentas oficiais e indicadores públicos que permitem avaliar a situação de um banco. Antes de agir por medo, consulte fontes oficiais e desconfie de promessas exageradas. Confira o passo a passo para conferir se uma notícia procede:
1. Consulte a autorização do Banco Central
O primeiro passo é verificar se a instituição é autorizada e supervisionada pelo Banco Central do Brasil. Bancos não autorizados não podem operar no sistema nacional.
Caminho: Isso pode ser feito no site do BC, no caminho: Meu BC → Serviços → Encontre uma instituição.
2. Use bases oficiais de dados
Três plataformas concentram informações confiáveis para analisar balanços e resultados:
Central de Demonstrações Financeiras (CDSFN): No site do BC, em "Encontre uma Instituição".
Site Banco Data: Organiza dados financeiros de forma visual (verde, laranja e vermelho) para indicar o risco.
Relações com Investidores (RI): Procure no Google pelo "Nome do Banco + RI". As instituições são obrigadas a manter essas páginas com dados transparentes.
3. Avalie os indicadores de solidez
Índice de Basileia: Mede o capital próprio vs. riscos assumidos. O mínimo exigido é 11%. Quanto maior o índice, mais seguro é o banco.
Lucro Líquido: Resultados consistentes indicam boa gestão.
Rating de Crédito: Notas de agências como Moody’s, S&P e Fitch. Rebaixamentos sucessivos são um sinal de alerta.
4. Verifique a cobertura do FGC
O Fundo Garantidor de Créditos garante até R$ 250 mil por CPF/CNPJ (com teto de R$ 1 milhão a cada quatro anos).
O que o FGC cobre: Contas correntes, poupança, CDB, RDB, LCI e LCA.
O que NÃO cobre: CRI, CRA, debêntures, letras financeiras (LF/LI), títulos públicos e fundos de investimento. Nestes casos, o investidor assume o risco total da quebra.
5. Desconfie de rentabilidade fora do padrão
Bancos em dificuldade costumam oferecer taxas muito acima da média do mercado para captar recursos rapidamente. O Banco Master oferecia taxas de 140% do CDI.
Retornos extraordinários quase sempre acompanham riscos elevados.
Bancos pequenos oferecem taxas maiores que bancos grandes e de baixo risco;
No caso de CDBs, a taxa máxima recomendada está em 115% do Certificado de Depósito Interbancário (CDI).
6. Fique atento aos sinais de alerta
Alguns indícios ajudam a prever problemas: queda contínua do Índice de Basileia, prejuízos recorrentes, ofertas agressivas de captação ou entrada em regimes especiais do Banco Central, como o RAET.
No caso do Will Bank, liquidado recentemente, o Índice de Basileia estava negativo em 5,3% em junho de 2024. O Índice de Imobilização estava negativo em 1,9% na mesma data, mesmo com lucro líquido de R$ 55,5 bilhões.
7. Compare com investimentos seguros
Para reduzir riscos, especialistas destacam o Tesouro Direto (menor risco de crédito do país) e CDBs ou LCIs de grandes bancos com alta solidez e proteção do FGC.
Com informações da Agência Brasil



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