Trump anuncia ataque à Venezuela e captura de Nicolás Maduro
- Fau Barbosa
- 3 de jan.
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Caracas denuncia violação de soberania e convoca população para luta armada; veja as reações pelo mundo (Imagem: Reprodução/Redes Sociais)
Em uma escalada militar sem precedentes na América Latina, o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, confirmou que as forças americanas realizaram ataque à Venezuela na madrugada deste sábado (3). Em comunicado oficial publicado na rede social Truth Social, Trump afirmou que a operação resultou na captura do ditador Nicolás Maduro e de sua esposa, Cilia Flores, que foram retirados do território venezuelano.
"Os Estados Unidos da América realizaram com sucesso um ataque em grande escala contra a Venezuela e o seu líder, o presidente Nicolás Maduro, que foi, juntamente com a sua esposa, capturado e levado para fora do país", escreveu o republicano.
A ação militar ocorre após meses de tensão crescente entre Washington e Caracas. Recentemente, o Pentágono já havia deslocado um contingente expressivo para a região, intensificando patrulhas e ataques a embarcações no Mar do Caribe.
Trump detalhou que a ofensiva contou com o apoio da Polícia dos EUA e anunciou uma coletiva de imprensa para as 13h (horário de Brasília), em seu resort de Mar-a-Lago, na Flórida, onde deve fornecer novos dados sobre a custódia de Maduro.

Venezuela convoca resistência e denuncia agressão
Do lado venezuelano, a resposta veio através da televisão estatal. Em comunicado atribuído a Nicolás Maduro e lido por porta-vozes, o governo bolivariano condenou veementemente a incursão militar, classificando-a como uma "violação flagrante da Carta das Nações Unidas".
Segundo o comunicado, os bombardeios atingiram áreas civis e militares em Caracas e nos estados de Miranda, Aragua e La Guaira. Em resposta, o Estado de Comoção Externa foi ativado.
"Esta agressão ameaça a paz e a estabilidade internacionais e coloca em grave risco a vida de milhões de pessoas", diz o texto, que faz um apelo à unidade nacional. O governo venezuelano convocou a população para a "luta armada" e pediu que os cidadãos permaneçam mobilizados e atentos aos canais oficiais para defender a soberania do país "até as últimas consequências".
Reações
O anúncio da captura de Nicolás Maduro por forças militares dos Estados Unidos provocou reações na diplomacia global. Enquanto Washington celebra o que chama de "operação de sucesso", aliados de Caracas e líderes regionais classificam a ação como uma violação gravíssima do direito internacional e pedem intervenção urgente de organismos multilaterais.
Conselho de Segurança e reações na América Latina
O governo da Colômbia, que atualmente ocupa uma cadeira como membro não permanente no Conselho de Segurança da ONU, reagiu com "profunda preocupação". O presidente Gustavo Petro convocou uma reunião imediata da Organização dos Estados Americanos (OEA) e das Nações Unidas para avaliar a legalidade da incursão. Em paralelo, Bogotá ordenou o reforço da vigilância militar na fronteira com a Venezuela.
Países como Cuba e Bolívia foram mais incisivos. O presidente cubano, Miguel Díaz-Canel, descreveu o ataque como "terrorismo de Estado" e exigiu uma resposta rápida da comunidade internacional contra o que chamou de "agressão criminosa".
O presidente do Brasil Luiz Inácio Lula da Silva se manifestou nas redes sociais dizendo que os bombardeios e a captura de Maduro "ultrapassam uma linha inaceitável". Veja a íntegra do post:

Rússia e Irã condenam "ato de agressão"
Fora do continente, o Ministério das Relações Exteriores da Rússia emitiu um comunicado contundente classificando a intervenção americana como um "ato de agressão armada". Moscou alertou para o risco de uma escalada descontrolada na região e pediu que o foco retorne ao diálogo diplomático.
O Irã também se manifestou, solicitando que o Conselho de Segurança da ONU aja imediatamente para interromper o que chamou de "agressão ilegal" e responsabilize o governo Trump pelos bombardeios em áreas civis e militares.
O impasse sobre o paradeiro de Maduro
Apesar das afirmações de Trump de que Maduro e sua esposa, Cilia Flores, foram retirados do país por unidades de elite, o governo venezuelano — agora sob comando emergencial — exige "provas de vida" do casal. Relatos de Caracas indicam que o complexo militar Fuerte Tiuna foi severamente atingido e visto em chamas após as explosões.
A União Europeia, por meio de sua diplomacia, fez um apelo à contenção e ao respeito à Carta das Nações Unidas, embora mantenha questionamentos sobre a legitimidade democrática do regime capturado.
A expectativa agora gira em torno da coletiva de Trump em Mar-a-Lago, prevista para as 13h, onde evidências da captura devem ser apresentadas.



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