Governo de SP divulga imagens do projeto da futura estação da USP na Linha 22-Marrom do Metrô; veja os detalhes
- Fau Barbosa
- há 14 horas
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Com teto verde e energia solar, futura estação terá fluxo de 50 mil passageiros (Divulgação: Governo de SP)
O projeto básico de implantação da Linha 22-Marrom do Metrô, que ligará Cotia e Osasco diretamente à capital paulista, ganhou novos e importantes detalhes técnicos sobre a sua futura estação da USP (Estação USP-Praça do Relógio).
As diretrizes arquitetônicas revelam que o terminal foi planejado de forma totalmente integrada à dinâmica estudantil do campus do Butantã, na Zona Oeste de São Paulo, apostando fortemente em conceitos de sustentabilidade e acessibilidade.

De acordo com dados divulgados pelo jornalista Renato Lobo, do site Via Trólebus, o complexo metroviário ocupará uma extensão territorial de 9.635,38 m² na Avenida Professor Luciano Gualberto, utilizando a área onde hoje funcionam agências bancárias. A localização é considerada altamente estratégica, pois ficará próxima à Reitoria, à Praça do Relógio e a importantes faculdades como FEA, FAU, FFLCH, ECA, IGC, Escola Politécnica e a Biblioteca Brasiliana Guita e José Mindlin.
A definição do local e o desenho das diretrizes contaram com a colaboração ativa de estudantes, professores e servidores técnicos, integrando as metas consolidadas no Plano Diretor do Campus Butantã, ratificado em 2025.

Fluxo diferenciado e operação com três tatuzões
A projeção oficial aponta uma movimentação expressiva de 49.823 passageiros por dia na futura parada universitária. Embora os cálculos estruturais usem o horário de pico matutino como base padrão para o Metrô, o edital do projeto ressalta que o terminal possui um comportamento de fluxo diferenciado: o movimento será intensificado no final do dia devido ao ingresso maciço de estudantes dos turnos da noite. Em função disso, a planta prevê amplas áreas de circulação e equipamentos sobressalentes para assegurar o conforto e o fluxo seguro dos usuários.
No aspecto construtivo, a estação será aberta por meio do método de vala a céu aberto (VCA), atingindo uma cota de profundidade de 22,74 metros. Para abrir os caminhos de todo o ramal da Linha 22-Marrom, que operará de forma 100% subterrânea totalizando 31,32 quilômetros de extensão e 19 estações, o método executivo de escavação prevê a operação simultânea de 3 tatuzões (tuneladoras), abrindo a possibilidade de as obras serem divididas e entregues em fases.
A frota operacional planejada será composta por 48 trens configurados com salão de passageiros em layout asiático (bancos dispostos ao longo das laterais dos vagões, maximizando o espaço interno).
Arquitetura inovadora, passarela e teto verde
O desenho urbano do terminal foi desenhado para servir como um grande ponto de convergência entre os prédios isolados da universidade, focando na livre circulação de pedestres através de três principais elementos estruturais:
Praça em nível inferior: A entrada principal funcionará como uma esplanada rebaixada, facilitando o direcionamento do público em sentidos longitudinais, transversais e diagonais.
Passarela de pedestres: Uma ponte transversal fará a ligação direta entre a Avenida Professor Luciano Gualberto e a área externa da ECA (Escola de Comunicações e Artes).
Eixo de ligação das Humanas: Um trajeto interligará o chamado “Corredor das Humanas” (prédios da FFLCH, IGC e FAU) ao acesso metroviário, composto por uma nova rampa na porção sul da avenida, uma passarela elevada e um platô elevado de travessia com 20 metros de extensão (lombofaixa) dotado de semáforo com prioridade para pedestres em frente ao acesso.

No nível da rua, a única edificação aparente será a laje de cobertura em concreto. Pensando no meio ambiente, essa estrutura foi projetada para receber um teto verde, composto por um jardim suspenso que atuará diretamente no controle do conforto térmico e na composição paisagística do campus. Adicionalmente, o centro dessa grande cobertura receberá painéis fotovoltaicos para captação de energia solar.
Enquanto os projetos técnicos da capital se consolidam, as primeiras etapas práticas avançam na Região Metropolitana: na semana passada, foram iniciadas as perfurações de sondagem de solo na área que abriga o Complexo do Ginásio de Esportes, em Cotia.



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