Vacina contra Herpes-Zóster fica fora do SUS devido alto custo
- Fau Barbosa
- há 3 horas
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Vacina, que custaria R$ 5,2 bilhões em cinco anos, foi rejeitada pela Conitec; veja como o herpes-zóster afeta idosos e imunocomprometidos
O Ministério da Saúde oficializou, por meio de portaria publicada no Diário Oficial da União, a decisão de não incorporar a vacina contra o herpes-zóster ao Sistema Único de Saúde (SUS).
A análise técnica, realizada pela Comissão Nacional de Incorporação de Tecnologias (Conitec), concluiu que o imunizante possui um custo elevado demais frente ao impacto orçamentário sustentável para a rede pública.
A vacina em questão, do tipo recombinante adjuvada, era voltada a dois grupos específicos de maior risco: idosos com 80 anos ou mais e pessoas imunocomprometidas a partir dos 18 anos.
O impasse financeiro
Embora o Comitê de Medicamentos da Conitec tenha reconhecido a importância clínica da vacina para prevenir a doença e suas complicações, os cálculos financeiros pesaram na decisão negativa.
Segundo o relatório oficial, vacinar o público-alvo de 1,5 milhão de pessoas anualmente geraria um custo de R$ 1,2 bilhão por ano. Ao final de cinco anos, o investimento total chegaria a R$ 5,2 bilhões.
“Dessa forma, a vacina foi considerada não custo-efetiva”, afirma o texto publicado, destacando que novos processos de avaliação só ocorrerão caso surjam propostas de preços mais competitivos ou novos fatos técnicos.
O que é o Herpes-Zóster?
Popularmente conhecido como "cobreiro", o herpes-zóster é causado pelo vírus varicela-zóster, o mesmo agente da catapora. Após a cura da catapora na infância, o vírus permanece "adormecido" nos gânglios nervosos e pode ser reativado décadas depois, geralmente quando há queda na imunidade ou devido ao envelhecimento.
Os sintomas costumam seguir um padrão doloroso:
Queimação e sensibilidade na pele;
Manchas vermelhas que evoluem para bolhas;
As lesões ocorrem em apenas um lado do corpo (seguindo o trajeto de um nervo);
Tronco, face e pescoço são as áreas mais atingidas.
Impacto e Tratamento no Brasil
Dados do SUS revelam a gravidade da doença no país. Entre 2007 e 2023, foram registradas 1.567 mortes por herpes-zóster no Brasil. O grupo mais vulnerável é nítido: 90% dos óbitos ocorreram em pessoas acima dos 50 anos, e mais da metade (53,4%) em idosos com mais de 80 anos.
Atualmente, o tratamento oferecido pelo SUS para casos leves foca no alívio dos sintomas (dor, febre e coceira). Para casos graves ou grupos de risco, o antiviral aciclovir é a recomendação padrão da rede pública.
Com informações da Agência Brasil



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